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Validador de CPF e CNPJ Grátis: Módulo 11

Valide CPF e CNPJ pelo algoritmo módulo 11, com o cálculo do dígito verificador explicado passo a passo. Processamento 100% local no navegador, sem enviar dados.

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Guia rápido

Sobre esta ferramenta

Valide CPF e CNPJ pelo algoritmo módulo 11, com o cálculo do dígito verificador explicado passo a passo. Processamento 100% local no navegador, sem enviar dados.

Como validar um CPF ou CNPJ

Digite o número no campo acima, com ou sem pontuação. A ferramenta aplica o algoritmo módulo 11 — a mesma regra usada pela Receita Federal — e diz na hora se os dígitos verificadores estão corretos. Tudo acontece no seu navegador: nada é enviado para nenhum servidor.

Vale uma ressalva importante logo de cara: validar não é o mesmo que confirmar que o documento existe. Este validador checa a matemática dos dígitos. Ele não consulta a base da Receita e não diz se o CPF foi emitido ou está ativo. Mais abaixo a gente explica exatamente o que essa diferença significa na prática.


Como funciona a validação de CPF: o algoritmo módulo 11 passo a passo

O CPF tem 11 dígitos. Os 9 primeiros são o número base. Os dois últimos são os dígitos verificadores (DV) — eles não são escolhidos, são calculados a partir dos 9 primeiros. É essa relação matemática que permite detectar a maioria dos erros de digitação.

Por que dois dígitos verificadores e não um?

Um único dígito verificador já pega muitos erros, mas não todos. Com dois dígitos calculados por pesos diferentes, o algoritmo consegue detectar tanto erros de um número trocado quanto a transposição de dois números adjacentes (digitar 21 em vez de 12, por exemplo). É por isso que o CPF — e o CNPJ — usam dois DVs em sequência: o segundo confere o trabalho do primeiro.

Cálculo do 1º dígito verificador

Os 9 dígitos base são multiplicados pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Vamos usar o número base 111.444.777:

Dígito 1 1 1 4 4 4 7 7 7
Peso 10 9 8 7 6 5 4 3 2
Produto 10 9 8 28 24 20 28 21 14

Somando os produtos: 10 + 9 + 8 + 28 + 24 + 20 + 28 + 21 + 14 = 162.

Agora a regra do módulo 11:

  1. Divida a soma por 11 e pegue o resto: 162 ÷ 11 = 14, resto 8.
  2. Se o resto for menor que 2, o DV é 0. Senão, o DV é 11 menos o resto.
  3. Como o resto é 8: 11 − 8 = 3.

O primeiro dígito verificador é 3.

Cálculo do 2º dígito verificador

Agora usamos os 10 primeiros dígitos — ou seja, o número base mais o DV que acabamos de achar (3) — com os pesos 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2:

Dígito 1 1 1 4 4 4 7 7 7 3
Peso 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2
Produto 11 10 9 32 28 24 35 28 21 6

Soma: 11 + 10 + 9 + 32 + 28 + 24 + 35 + 28 + 21 + 6 = 204.

Resto: 204 ÷ 11 = 18, resto 6. Como 6 não é menor que 2: 11 − 6 = 5.

O segundo dígito verificador é 5.

Resultado final: o CPF válido é 111.444.777-35. Se você digitar esse número no validador acima, ele confirma. Troque qualquer dígito e a conta deixa de fechar.

Por que 111.111.111-11 é sempre rejeitado

Esse é um detalhe que confunde muita gente. Se você fizer a conta do módulo 11 para 111.111.111, os dígitos verificadores realmente batem — sequências de números iguais passam na fórmula por pura coincidência matemática. O mesmo vale para 000.000.000-00, 222.222.222-22 e assim por diante.

Acontece que a Receita Federal nunca emite documentos desse tipo. Por isso o validador (e qualquer implementação correta) bloqueia sequências de dígitos iguais antes de rodar o cálculo. É uma regra de segurança deliberada, não uma consequência da matemática.


Como funciona a validação de CNPJ: módulo 11 com pesos diferentes

O CNPJ segue exatamente a mesma lógica de soma e resto, mas tem 12 dígitos base (em vez de 9) e usa pesos próprios. Vamos validar o número base 11.222.333/0001.

Cálculo do 1º dígito verificador do CNPJ

Pesos do primeiro DV: 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.

Dígito 1 1 2 2 2 3 3 3 0 0 0 1
Peso 5 4 3 2 9 8 7 6 5 4 3 2
Produto 5 4 6 4 18 24 21 18 0 0 0 2

Soma: 5 + 4 + 6 + 4 + 18 + 24 + 21 + 18 + 0 + 0 + 0 + 2 = 102.

Resto: 102 ÷ 11 = 9, resto 3. Como 3 não é menor que 2: 11 − 3 = 8.

Primeiro DV: 8.

Cálculo do 2º dígito verificador do CNPJ

Agora com os 13 dígitos (base + primeiro DV) e os pesos 6, 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2:

Dígito 1 1 2 2 2 3 3 3 0 0 0 1 8
Peso 6 5 4 3 2 9 8 7 6 5 4 3 2
Produto 6 5 8 6 4 27 24 21 0 0 0 3 16

Soma: 6 + 5 + 8 + 6 + 4 + 27 + 24 + 21 + 0 + 0 + 0 + 3 + 16 = 120.

Resto: 120 ÷ 11 = 10, resto 10. Como 10 não é menor que 2: 11 − 10 = 1.

Segundo DV: 1.

Resultado: o CNPJ válido é 11.222.333/0001-81. Repare na estrutura: os 8 primeiros dígitos identificam a empresa matriz, os 4 seguintes (0001) indicam a filial — 0001 é sempre a matriz — e os 2 últimos são os verificadores que acabamos de calcular.


O que este validador faz — e o que NÃO faz

Honestidade técnica importa aqui, porque muita gente confunde os limites da ferramenta.

O que ele faz:

  • Verifica se a quantidade de dígitos está correta (11 para CPF, 14 para CNPJ).
  • Bloqueia sequências de dígitos iguais.
  • Calcula os dois dígitos verificadores pelo módulo 11 e compara com os que você digitou.
  • Roda tudo localmente, no seu navegador, sem enviar nada para fora.

O que ele NÃO faz:

  • Não consulta a Receita Federal.
  • Não confirma se o documento foi realmente emitido.
  • Não diz se o CPF ou CNPJ está ativo, suspenso ou cancelado.
  • Não revela o nome do titular nem qualquer dado cadastral.

Como o Forjaly é um site estático, sem backend, todo o cálculo é feito em JavaScript no seu dispositivo. O número que você digita nunca trafega pela rede.


CPF válido x CPF ativo na Receita: a diferença que importa

Essa distinção é a fonte de quase todo mal-entendido sobre validação de documentos.

Um CPF válido é aquele cujos dígitos verificadores batem com o cálculo. É uma propriedade matemática do número, e nada mais.

Um CPF ativo é aquele que existe de fato na base da Receita Federal, foi atribuído a uma pessoa e está com situação cadastral regular.

A diferença é enorme na prática. Existem bilhões de combinações de 9 dígitos, e para cada uma é possível calcular os dois DVs corretos. Isso significa que há milhões de números matematicamente válidos que nunca foram emitidos. Um fraudador consegue gerar um CPF válido em segundos; o que ele não consegue é gerar um CPF válido que também esteja ativo e no nome de alguém real.

Por isso, em situações de risco — contratação, crédito, venda de alto valor — a validação matemática é só o primeiro filtro. Ela elimina erros de digitação e números obviamente falsos. Para confirmar que o documento existe e pertence à pessoa certa, você precisa consultar a Receita Federal e, idealmente, conferir um documento com foto.


Quando vale a pena validar antes de aceitar um documento

A validação local é rápida e barata, então faz sentido usá-la sempre que houver um campo de CPF ou CNPJ. Alguns cenários concretos:

  • Formulários e cadastros. Validar enquanto o usuário digita evita que ele finalize o envio com um número errado e tenha que refazer tudo.
  • Conferência de fornecedor ou cliente. Antes de cadastrar um parceiro comercial, a validação pega o erro mais comum: um dígito trocado na hora de copiar o documento.
  • Emissão de nota fiscal. Um CPF ou CNPJ com DV errado costuma ser rejeitado pela SEFAZ. Validar antes evita ter que cancelar e reemitir a nota.
  • Validação no front-end de sistemas. Para quem desenvolve, aplicar a checagem de módulo 11 no formulário, antes de enviar ao servidor, reduz dados inválidos no banco e melhora a experiência. O algoritmo é público e pode ser implementado em qualquer linguagem.

Em todos esses casos, lembre-se do limite: a validação garante que o número está bem formado, não que ele existe.


Privacidade

CPF e CNPJ são tratados como dados pessoais pela LGPD, então o cuidado é justificado. Aqui a abordagem é a mais conservadora possível: o número que você digita é processado inteiramente no seu navegador, em um site estático, sem backend. Ele não é enviado a servidores, não é armazenado e não é registrado em log algum — quando você fecha a aba, não sobra rastro. Por mais que seja só uma conta de módulo 11, ela acontece exclusivamente no seu dispositivo.


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